Visitando escolas - Ensa

quinta-feira, 17 de outubro de 2013 1 comentários

..........................................................................................................................
Olá!

Hoje eu voltei pra contar pra vocês como foi minha visita à Escola Nossa Senhora Auxiliadora, em Ponte Nova, Minas Gerais. 


Sabe como é a sensação de chegar a uma escola que há tempos você desejava visitar e dar de cara com duas alunas sorridentes esperando por você na portaria? Mais ainda, dar de cara com um buquê de flores artesanais que uma delas fez de presente para você? Não sabe?
Pois é, gente bonita, EU SEI!




Agradeci pelas flores, abracei as alunas e fiquei toda tipo: “Ah, meninas, que coisa mais linda, quanto carinho, meu Deus, que fofura”. 
Fui para a sala dos professores, onde encontrei minha amiga-escritora-talentosa Marina Carvalho! Além de escritora, a Marina é professora de Português e Literatura. Já deu pra sacar que ela dá aula lá na Ensa, né?


A Marina me acompanhou até o auditório onde aconteceria o bate-papo com os alunos. De cima do palco, fiquei observando as turmas chegarem. Era gente que não acabava mais, o auditório ficou lotado! É sério, não estou mentindo. 



Os alunos fizeram uma homenagem para mim! Duas homenagens, aliás.

Primeira homenagem: Vídeo no telão


Segunda homenagem: Declamação de poema 


(para ler o poema clique na foto abaixo)

Se eu fiquei feliz?


Eu queria pular...


e sair desembestada na grama verdinha...


e correr atrás da passarada na direção do mar azul...


Mas, como eu precisava manter a classe até o fim do evento, simplesmente fiquei me concentrando para não chorar de emoção.



Depois disso, alguém teve a brilhante ideia de colocar o microfone na minha mão e aí já viu, né? Desandei a falar todo o "blá, blá, blá" que eu tinha preparado especialmente para aquela manhã. Tinha feito até uma apresentação no Power Point, coisa mais fina.



Em seguida, os alunos me encheram de perguntas. Teve uma garota que me perguntou se eu gostava de romance "hot".


Por fim, os alunos se organizaram numa fila e eu autografei todos os livros!




Veja mais fotos aqui.

Obrigada, alunos e professores da Ensa! Já estou com saudades de vocês!

beijinhos da sorte,
Carol




Dois fins

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 1 comentários

..........................................................................................................................

Foram tantas idas e vindas que acharam por bem terminar de vez. Incompatibilidade de gênios, o caso era esse, o caso era grave, namoro impossível. “Pra mim já deu”, foi ele quem disse. Ou talvez tenha sido ela, não sei, ninguém sabe. Nem eles. Foram tantos verbos machucados, tantos gestos e gritos e lágrimas que do instante do fim outro instante se fez e mais outro e mais outro... Horas inteiras num vaivém de gestos e gritos e lágrimas. E palavras. Deus, quantas palavras! Palavras que se multiplicavam, que se agigantavam, que então explodiam e se despedaçavam noutras palavras a ponto de eles nem saberem mais que palavras tinham dito. Até que, enfim, terminaram. Exaustos. E foi cada um pro seu canto, cada um com seu gênio, cada um levando embora sua verdadeira versão do fim. Duas versões. Incompatíveis, é claro. 

Carol Sabar


Pé na estrada - Nova York

quinta-feira, 10 de outubro de 2013 13 comentários

..........................................................................................................................

Oiê, pessoal, tudo bem?

Hoje começa uma nova seção aqui no blog, em que eu vou escrever sobre viagens! Levanta a mão pra cima e dá um salto!

Essa maluca aí sou eu!

Uma das grandes paixões da minha vida é viajar! Conheço várias cidades de vários países. Com grana ou sem grana, de mala ou de mochilão, de busão, de carro ou de avião, no Brasil ou fora dele: para mim, tanto faz. O negócio é experimentar outros lugares, outras culturas. Uma vez, fiquei 23 dias viajando pela "Zoropa" com uma mochila nas costas e pouco dinheiro no bolso.


Mas agora chega de conversa fiada e vamos logo ao que interessa!

---------------------------------------------------------------------------------



Nova York

Nota (de 0 a 5 malinhas):   
Quantas vezes já estive lá: 3 (na primeira vez, fiz intercâmbio)
Lugares preferidos: Central Park, Soho, Times Square, Top of the Rock
Restaurantes preferidos: Junior's (o melhor cheesecake de NY), Magnolia Bakery, Dean & DeLuca, P.J. Clarke's

Aconteceu de verdade

"O dia da chegada"

Envolvidos no caso: Eu, Best Friend do Airplane, Guardinha Sem Coração, Guardinha de Bom Coração, Recepcionista da Residência, Diogo.
Música tema: "Empire State of Mind"

Lá estava eu, em dezembro de 2009, no aeroporto do Galeão, naquele túnel comprido que leva a gente até a aeronave, quando uma garota estacionou atrás de mim na fila.
— Nossa — disse ela, com o sotaque da Bahia. — Que demora essa fila.
— Nossa — respondi, sobressaltada. — Demora mesmo!
“Para tudo que essa garota pensa exatamente como eu!”, concluí, maravilhada, naquele estado de carência apatetada que viajar sozinha nos proporciona.


Contei para ela que eu estava indo para Nova York pela primeira vez, para estudar inglês, e que ficaria hospedada em Manhattan, numa residência só para mulheres.  Ao que ela respondeu, com toda sabedoria:
— Puxa. É uma experiência pra guardar pra vida toda.
“Gente!”, pensei, chocada. Era o mesmo argumento que eu tinha usado, meses antes, para convencer a mim mesma de que todo aquele investimento financeiro no intercâmbio valeria a pena!
E quando descobri que a garota se sentaria ao meu lado no avião, fiquei ainda mais estupefata e ela se tornou minha Best Friend do Airplane.



Ela comeu lasanha, eu também. Ela assistiu a um seriado no computador de bordo, eu também. Ela virou para o lado, para dormir, eu também. Quando pousamos em Nova York, ela se dirigiu para a fila da imigração com os documentos na mão, eu também. Estávamos pegando nossas malas na esteira do aeroporto quando ela sugeriu:
— Vamos dividir um táxi até Manhattan?
Eis o que eu deveria ter respondido:
— Claro, amiga! Vamos dividir um táxi.


Eis o que eu respondi:
— Não, obrigada. Vou de metrô.
Foi o primeiro erro do dia.


Ah, deixa eu te explicar uma coisa. Pouco importava que eu estivesse sozinha numa cidade desconhecida, às 6h30 da manhã de domingo. Pouco importava que o aeroporto ficasse a quilômetros de distância do centro de Manhattan, que eu tivesse que pegar primeiro um trem, depois o metrô e fazer mais umas quatro baldeações até o meu destino final. Nessas horas, meu espírito de mochileira falava mais alto. E uma mochileira jamais gasta 50 dólares no conforto de um táxi quando ela pode gastar um décimo disso e chegar ao mesmo lugar.
— Ok — disse ela, que não era boba nem nada. — Então tchau.
Da Best Friend do Airplane nunca mais tive notícia.



Então, novamente, tinha restado apenas eu.
E Deus.
E uma mala de rodinhas.
E uma mochila nas costas.
E um casacão a tira colo.
E um aeroporto imenso, dentro do qual, eu sabia, tinha de haver uma plaquinha indicando a direção do trem que me levaria até o metrô.
Procurei, procurei, procurei.


Até que encontrei o caminho e me apressei para descer pelas escadas rolantes. Lá embaixo, levei um baita susto com um guardinha furioso tagarelando na minha direção, apontando para mim, para a mala e para as escadas. 


“O que foi que eu fiz de errado, meu Deus, o que foi que eu fiz? Será que ele vai me prender?”
Fiquei olhando para o guardinha sem saber o que fazer.


O Guardinha Sem Coração falava muito rápido, com todo aquele sotaque nova-iorquino que ele tinha, realmente intimidador. Quando finalmente entendi que era proibido descer pelas escadas rolantes com uma mala de rodinhas e que, por isso, eu deveria ter descido de elevador, simplesmente falei:
— I’m sorry. — E saí de fininho.


O trem me deixou na estação de metrô, que, para meu desespero, era ao ar livre. Fazia um frio de doer. Vesti o casacão e esperei. 


Depois de quase uma hora pulando de estação em estação, eu já tinha me acostumado àquela voz masculina saindo dos auto-falantes do metrô de NY: "Stand clear of the closing doors, please".


Verifiquei o mapa do “subway”. Havia duas alternativas, duas estações diferentes em que eu poderia fazer a última baldeação que me faltava. Escolhi aleatoriamente uma delas.
Foi o segundo erro do dia


Aquela era uma das poucas estações de Manhattan em que a baldeação não é feita no próprio local. Eu precisaria sair de onde estava, ou seja, subir as escadas até a calçada, atravessar a rua lá em cima e novamente descer as escadas para a outra estação. E dessa vez, os degraus não eram rolantes. 


Para minha sorte, um Guardinha de Bom Coração apareceu de repente e me ajudou a subir com a mala. Mas na descida para a outra estação, tive de me virar sozinha mesmo. 


Finalmente, mortinha da Silva, cheguei ao prédio de tijolinhos em que eu ficaria hospedada durante todo o intercâmbio. A Recepcionista da Residência me entregou as chaves do quarto e eu caí como árvore na cama macia. Fiquei ali, totalmente parada, sem ousar mexer um músculo por quinze minutos. 


Eu estava louca por uma sonequinha. Mas resolvi desfazer logo minha mala, arrumar minhas bugigangas no guarda-roupa embutido na parede. Eu já havia pendurado quase todas as roupas nos cabides quando me deu vontade de fazer xixi. O banheiro, que era coletivo, ficava no corredor do meu andar. Antes de sair do quarto, bati a porta do guarda-roupa e, só para garantir, girei uma pequena chavinha que estava pendurada no puxador. 
Foi o terceiro erro do dia


Quem já leu o “Como (quase) namorei Robert Pattinson” provavelmente vai se lembrar da cena da Duda e do cofre digital.
Pois é. Infelizmente minha inspiração para escrever essa cena não veio do além.
Quando voltei do banheiro, a porta do meu guarda-roupa não abriu! Empurrei, soquei a madeira, mas não consegui desemperrar a danada da chavinha. Pedi socorro para a Recepcionista da Residência, mas ela também não resolveu o meu problema e, por fim, eu precisei assinar um documento, dando autorização para que ela pudesse chamar alguém para consertar a porta do guarda-roupa numa hora em que eu estivesse na escola, sabe-se lá Deus quando (demorou uma semana). 
Caí na cama de novo, sem acreditar na minha falta de sorte.


Ah, entenda. Eu não sou dada a esse tipo de chororô sentimentalista, ainda mais quando estou viajando. Não sou de ficar me lamentando, pelo contrário, sou uma pessoa bastante positiva, muito bem, obrigada. Mas o dia da chegada é o mais esquisito da viagem, as emoções da gente ficam à flor da pele. 
Só uma pessoa poderia me botar para cima naquele momento. Liguei para o Diogo, meu namorado.
Como sempre, falei, falei, falei. Como sempre, ele me ouviu, me ouviu, me ouviu. Só depois, quando eu já estava cansada da minha própria voz, é que ele começou a falar:
— Todos os seus casacos estão presos no guarda-roupa?
— Não — respondi, num fio de voz. — Ainda sobrou um. 
— Então, por favor, levanta logo dessa cama e vai pra rua! A sua viagem já começou inesquecível. Você está em Nova York, Carol! Vai viver a vida!
Nem pensei duas vezes. Vesti meu casaco e saí. 
Eu estava em Nova York, caramba! Em Nova York! Que acabou se tornando a minha cidade preferida de todos os tempos.




Lembranças de Viagem

beijinhos,
Carol



Visitando escolas - João XXIII

sábado, 5 de outubro de 2013 0 comentários

..........................................................................................................................

Olá, pessoal, tudo bem?

No mês de setembro, eu visitei três escolas aqui de Minas Gerais, duas em Juiz de Fora e uma em Ponte Nova. Vou contar para vocês um pouquinho do que aconteceu em cada uma das visitas, começando agora, pelo Colégio de Aplicação João XXIII. Vamos lá?


No Colégio de Aplicação João XXIII (Juiz de Fora), eu bati um papo com os alunos sobre o processo de criação de uma obra ficcional, durante o Café Literário, que aconteceu na feira do livro da escola.



Fiquei muito surpresa com a empolgação dos alunos! Eles tinham tantas perguntas para me fazer que eu poderia ter passado o dia todo lá.


E as perguntas foram as mais variadas. Teve até um garoto que me perguntou se eu era casada! É mole? A turma toda caiu na gargalhada! E eu fiquei lá, com a maior cara de tacho. 


Me deu uma vontade danada de apontar o dedo na direção do meu namorado (que estava no fundo da sala, tirando foto do bate-papo) e jogar a bola para ele: "Casada? Pergunta pro fotógrafo ali do fundo!" 


Muitos alunos da turma me contaram que adoram ler. Alguns sonham em escrever seus próprios livros. Teve gente que até confessou que, apesar de gostar de inventar histórias, tem uma preguiça louca de escrever. "O que eu faço nessa hora, Carol?"


Depois da conversa, eu recebi presentinhos!


E as professoras do colégio, super fofas, organizaram um sorteio do livro "Como (quase) namorei Robert Pattinson".


Por fim, rolou um lanchinho, porque o Café Literário era café DE VERDADE, com direito a suco, bolo e pão de queijo.


E eu descobri que a escola publica anualmente uma coletânea de contos dos alunos. Não é o máximo?


Muito obrigada, galera do João XXIII! Adorei conhecer vocês!

Para ver todas as fotos é só clicar AQUI.

beijinhos da sorte,

Carol